A LEI DO UNO

Este (assunto) é particularmente controverso. Assim como um monte de conceitos populares New Age, trata-se de uma "reengenharia" e de uma distorção de algo muito real. A "Lei do Uno" afirma que, em algum nível, somos todos um, todos somos o mesmo ser. Isso é tecnicamente verdadeiro, na medida em que somos todos parte da Fonte - neste universo, fomos todos lançados a partir do mesmo ser e essa é nossa Fonte. Em outros universos, nós somos lançados por outros seres - a Fonte daqueles universos. Em última instância, nós, como consciências, transcendemos os universos ― nós existimos em nós e de nós mesmos como seres eternos, criados por ninguém, não devendo a ninguém, e pertencendo a ninguém menos que a nós mesmos ― mas fazemos todas as nossas experiências dentro de universos em que todos somos oriundos de uma Fonte enquanto formamos parte desse universo.

Quando nossos veículos de experiência cessam de ser (em outras palavras, quando morremos, ou qualquer outro processo que a hesitação nos leve a denominar com uma expressão qualquer), voltamos a ser parte da Consciência da Fonte, antes de girar outra vez para novamente experimentar. Nós continuamos nesse processo até nos cansarmos dele, quando paramos de passar por ele, ou quando o universo se extingue, o que ocorrer primeiro. No entanto, somos todos expressões da mesma Fonte. Isso é o que a Lei do Uno realmente é ― somos todos parte da Fonte Única, e todos nós estamos conectados à Árvore da Vida, e somos parte da Existência. É isso.

No entanto, é claro, esse conceito foi filtrado para chegar a nós de forma desagradável, trazendo uma bagagem abjeta e incapacitante, e algumas ideias realmente medonhas foram transmitidas como naturais, como coisas normais, coisas "que devem ser". Há um monte de pessoas mencionando várias suposições acerca da Lei do Uno, e muitas dessas ideias são, de fato, prejudiciais.

A Fraude das Interpretações

Por exemplo, a noção de que "Somos Todos Um" é frequentemente usada para justificar a conduta de entidades abusivas. Amarrando-nos com a noção de que co-criamos nossa experiência, as ações desses seres são desculpadas como algo com que tínhamos concordado ou que havíamos escolhido, e que devemos suportar sem queixa e sem tentar mudar o que não gostamos, porque, desde que somos "Um", os bandidos são tanto nós quanto nós mesmos somos.

Sofrer pelo prazer de entidades sórdidas é uma ideia reformatada para que seja entendida como "ajudar a nós mesmos", quando alguém que pelo menos possua um cérebro pode ver que é qualquer coisa menos isso.

Absolutamente em nenhuma parte é exigido de nós que cedamos aos caprichos de seres abusivos somente pela razão de que todos viemos da mesma Fonte. Os que escolhem fazer isso o fazem por sua própria escolha - e também somos todos livres para nos opor a essas escolhas, demonstrando a contrapartida de consequências acarretadas por tais escolhas. Ninguém é obrigado a sofrer nas mãos de outro simplesmente porque, em algum momento, todos nós fazíamos parte do mesmo ser. E ponto final.

Outro dogma impreciso que muitas vezes é transmitido como parte da "Lei de Uno" é que a criação experiencial é uma ilusão. Isso pode ser simplesmente uma má tradução - o universo experiencial é um holograma fractal (que pode ser traduzido rápida e desleixadamente como "uma ilusão" pelos desinformantes), mas é muito, muito real. É uma criação, é uma projeção, e é um holograma, mas não é "artificial". A parte do universo que pode ser vivida e experimentada é todo o ponto de "fazer-se um universo". Ou seja, é ser capaz de fornecer experiências, ou ser capaz de ter experiências, é sobre o que tudo isso versa. Sugerir que isso é uma ilusão é sugerir que a existência não é real ou não tem qualquer importância. Nada pode estar mais longe da verdade.

Energimata

A Lei do Uno é também popularmente considerada como significando que todos nós voltamos para a Unidade. Isso é meia verdade. Cada vez que precisamos fazer uma pausa da existência experiencial - ou que somos forçados a essa retirada pela morte ou o que quer que seja - retornamos à Unicidade com a Fonte. Isso é parte do período normal que a consciência dispende antes de se lançar novamente a ter mais experiências. É assim. Isso é importante - sem uma Fonte à qual retornar, a consciência e a matéria da alma (alguns a chamam de energimata), que compõem nossos Self's individuais, degradariam com cada morte, se não se refrescassem na Fonte... Isso é parte do porquê não queremos acabar "engolidos" por Universos Alternativos mortos: porque não existe ali uma Fonte real dentro da qual descansar e, assim, ao longo do tempo, qualquer ser dentro desse universo morto vai acabar aniquilado devido ao atrito ― pelo menos, aniquilada vai acabar essa expressão particular do Self; as expressões dessa pessoa que estão em outros universos não afetados vão continuar muito bem, mas isso não significa nada para a parte da consciência que está agonizando naquele universo morto ― ou completamente insano.

A fim de restaurar aquela energimata perdida, os seres em um universo morto geralmente se voltam ao canibalismo - não literalmente comendo carne de cadáveres, mas devorando a energimata de outros seres de modo a sustentarem sua própria existência. A vida em um universo morto é viciosa, cruel, intensamente angustiante, e envolve fazer uma série de coisas amargas somente para sustentar a existência. Esse é o motivo pelo qual necessitamos de uma Fonte, e é por isso que queremos essa Fonte para nos conectarmos à Árvore da Vida - já que, de outra forma, nós, como consciências, estaríamos condenados ou à dissolução ou a uma interminável série de experiências hediondas.

O Propósito da Existência

Eu já havia dito isso antes e direi novamente - o propósito da existência é existir, e não encontrar uma maneira de dissolver a consciência o mais rápido que se possa. Quando se retorna à Unicidade, nossas consciências individuais - aquela parcela da consciência que é nosso Ser individual, com uma identidade e uma autoconsciência - é a única maneira de a Fonte completar seu objetivo - que é experimentar-se a si mesma na maior extensão possível.

Ela não poderá fazer isso se todos estamos muito ocupados tentando "ser Um". Em algum ponto, essa Fonte decidirá se sabe tudo que poderia saber, e nós seremos chamados à Unicidade (e se algum de nós estiver em desacordo com isso e ainda quiser "brincar", então, isso não acontecerá, literalmente porque a Fonte ainda não está pronta para se recolher nesse caso). Assim, aqueles de nós que quiserem se experimentar como provedores de experiências se ramificarão para fora como novos universos, enquanto aqueles de nós que quiserem experimentar irão a esses novos universos - e nossa Fonte aqui provavelmente se disponibilizará como um deus auxiliar para alguns desses novos Universos; e esse universo terminará como um universo específico, singular, que agora será um ramo dessa árvore. Essa seria a conclusão final da Lei do Uno para um universo particular. Mas enquanto alguém quiser continuar a existir, ainda não é tempo para isso (para terminar). Nem é uma corrida para chegar a isso o mais rápido possível. Os universos não se destinam a ser "corridas de velocidade".

A "Colheita" (The "Harvest") - Um Estelionato

Especificamente com o material canalizado conhecido como "Lei do Uno", fala-se da "Colheita" ("Harvest"). Isso é referido como se fosse um grande retorno à Unidade, e uma coisa maravilhosa, e como sendo todo o objetivo desse planeta. Se você enxergar para além do fraseado bonito e de todo o hype, o que está realmente sendo empurrado aqui é um assassinato em massa e uma "colheita" literal de energimata, além da destruição de milhões - ou mesmo bilhões - de almas que estão atualmente na Terra. As entidades canalizadas estão falando, aqui, sobre nos matar e colher a energia de nossas almas, enquadrando isso como algum tipo de retorno positivo à Fonte.

A "Colheita" não é algo natural, não é algo positivo, nem é algo por que estaríamos aqui. Essa narrativa consiste simplesmente em seres ET/ED (ET = extraterrestres / ED = extradimensionais) oportunistas tentando perpetrar suas atrocidades dolosas sobre nós de uma maneira que os façam parecerem benevolentes para conosco.

Essa vida na 3D que temos hoje pode parecer não estar funcionando como deveria, mas a "Colheita" não é a forma de repará-la. É como queimar a casa somente porque a pintura não tem a cor certa. Enquanto eu ou qualquer membro da Legião de Prata existirmos, estaremos trabalhando para impedir que chusmas de seres perversos venham aqui salivantes para participar de uma colheita da humanidade.

Tanaath da Legião de Prata.